Querido Indivíduo
Eu deveria pensar nas inúmeras manhãs para amanhecer, em futuros sonhos e na maravilhosa vida que poderíamos ter tido, ao invés disso só consigo noites mal dormidas, dias mal vividos e sentimentos mal interpretados. Sei que estive alimentando “supostos sentimentos”, de certa forma seus, mas também foram meus. Perceba que o suposto refere-se às inúmeras interpretações que um sentimento pode ter. O amor é assim, coberto de interpretações e subdivisões. Indivíduo, a questão não é quem amou ou quem deixou de amar, e sim qual de nós não soube entendê-lo.
Ninguém vive por viver ou faz as coisas por fazer e talvez, por acreditarmos no contrario acabamos cometendo erros grotescos e sem volta. Até parece estranho falar em “sem volta” quando definimos um “amor para sempre” e eu sempre soube que esse “para sempre” tem um prazo de validade, definido pela disponibilidade que cada um tem de desculpar e tolerar.
Por vezes, um pouquinho de amor é o bastante para fazer qualquer criatura feliz, entretanto essa mesma criatura pode exigir um sentimento tão grande impossível para indivíduo doador poder amar. É o amor que sufoca, prende e cansa.
A verdade é que nem sempre estamos dispostos ou preparados para amar. Ninguém ama mais que ninguém, simplesmente um faz maior uso desse amor, seja em carinhos, atenções ou até mesmo críticas, cada um tem sua forma de amar.
Não se pode simplesmente fazer do outro objeto do seu amor e colocar nele a culpa por você o amar, é um acidente o coitado ser seu amado e você ainda deseja ele só para você? Quanto egoísmo indivíduo. Ninguém é de ninguém. Mais feliz não é aquele que ama ou é amado, e sim aquele que é capaz de despertar o amor. Pode parecer confuso e equivocado, mas é assim. O problema do amor é tratá-lo como uma obrigação e não como uma manifestação do ato de viver.
Alguém vive sem amor? Não, a vida acaba quando desistimos de amá-la. Ai, quantos amores eu poderia numerar e exemplificar, seja ele por pessoas ou objetos, mas não preciso, você vive e contigo vive parte de qualquer amor. Acreditas ainda algum dia deixei de te amar? Ah, caso fosse assim, eu nunca teria te amado. O amor é como o passado, ele não deixa de existir, apenas não é mais vivido, contudo ele faz parte de um todo chamado “EU”. O começo, o meio e o fim que forma a palavra existir, pois, eu só existo porque tive você e tantos outros momentos para amar, então eu só agradeço pelos instantes que tive para sorrir, mesmo que tenham sido sempre ou brevemente com a mesma pessoa.
Por mim,
Ps; Não escrevi pensando em alguém ou para alguém.
Ultimo texto do ano O.O , nuz… o ano já acabou! Bem, vou estar fazendo vestibular no inicio da semana e posteriormente mudando de casa, ou seja, sem Internet. Calma… Calma, eu arrumo um tempinho pra vocês. (;
É claro… no ano que vem! Adiós, hasta la vista.
Um bueno nuevo año para nosotros! o/

"Quase mentira, quase verdade".















